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Política

Fortes emoções agora só na corrida eleitoral

Por Ricardo Kotscho - blog Balaio do Kotscho:
A) Aperfeiçoar os programas ProUni, Ciência sem Fronteiras, Mais Médicos e Minha Casa, Minha Vida. (........)
B) Solidez econômica, amplitude das políticas sociais e competividade produtiva. (........)

C) Políticas de desenvolvimento sustentável e independência formal do Banco Central. (........)
Estas são algumas das principais propostas dos programas de governo apresentados pelos três candidatos competitivos na corrida presidencial, que estão dando a largada nesta primeira segunda-feira do pós-Copa. Escreva ao lado de cada uma o nome do candidato que você pensa ser o autor da proposta e depois veja se você acertou.
A alternativa "A" pertence a Aécio Neves, embora pareça mais ser de Dilma. A "B" é de Dilma Rousseff e a "C" foi apresentada por Eduardo Campos, mas poderia também ser de qualquer dos outros dois. Afinal, ninguém é contra a energia elétrica e a água encanada, mesmo sabendo que ambas podem faltar, se os reservatórios continuarem secando, mas nenhum deles apresentou solução para este problema vital que vem afligindo os brasileiros nos últimos meses.
A lista dos temas para o debate eleitoral foi apresentada na matéria "Presidenciáveis não dizem como vão bancar propostas _ Planos de governo têm `reciclagem´de medidas bem-sucedidas e pouca inovação", de Fernando Canzian, publicada hoje na "Folha".
Não fique aborrecido se você errou todas as alternativas. Eu também teria dificuldades em acertar, já que as propostas dos programas de governo de Dilma, Aécio e Eduardo repetem as mesmas platitudes de campanhas passadas, sem apresentar qualquer novidade capaz de diferenciar um do outro.
É isso que nos espera após os 32 dias de Copa no Brasil em que vivemos fortes emoções e sentimentos contraditórios, alternando alegrias e tristezas, do sonho do hexa ao vexame dos 7 a 1, no campeonato eleitoral que agora começa para valer e vai decidir os destinos do país nos próximos quatro anos.
De volta à vida real, o cenário não é nada animador. Os problemas continuam do mesmo tamanho de antes da Copa, como se a imagem tivesse sido congelada na tela. Pela amostra das soluções oferecidas pelos candidatos, só teremos fortes emoções se eles continuarem atacando uns aos outros em lugar de discutir o que fazer com os reservatórios, a inflação, os juros, o PIBinho, a reforma política, garantindo emprego e renda. Dilma acena com o perigo de um "retrocesso", apontando para o adversário tucano, enquanto Aécio se limita a mostrar os malfeitos do governo, esconjurando "mais quatro anos de PT". Que beleeeza!", como diz o narrador Milton Leite. E daí?
Sem explicitar como pretendem colocar em prática seus programas de governo, qualquer proposta não passa de coisa de marqueteiros para iludir a freguesia. Tem razão o jornalista Fernando Canzian ao questionar de onde virão os recursos para bancar tantas maravilhas como as que aparecem em todas as campanhas e depois são esquecidas.
De onde virá a grana para os investimentos em "produção e consumo de massa" prometidos no programa da presidente Dilma? Se é tão simples, por que isso já não está acontecendo? O que fará Aécio Neves, e com que recursos, para "aperfeiçoar" os principais programas sociais do atual governo? Eduardo quer terminar seu eventual governo, possibilidade cada vez mais remota, com o centro da meta da inflação fixado em 3%, mas não conta qual é o segredo para cometer este milagre. E vai por aí.
Como diz o caipira, falar é fácil. Preparem-se: vamos ter quase três meses de muita falação pela frente, mas pelo menos já nos livramos das "entrevistas esclarecedoras" do Felipão, o falastrão, que consegue enxergar o que ninguém viu, o nosso futebol. Bola pra frente, que o jogo é de taça, e está em campo o futuro da nossa democracia.
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